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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A copa, para quem só participa!

Sem muitas palavras. Apenas vejam essas imagens:


Egito x Argélia. O Egito precisava vencer por 3 gols de diferença. Vitória simples dos vermelhos daria a vaga para os argelinos. O 1 a 0 era suficiente para a equipe verde, que retornaria a Copa após 24 anos. E aos 50 minutos... o 2 a 0, que leva a decisão para o Sudão, na quarta-feira, em jogo único!


Após 28 anos da sua única participação em Copas, a Nova Zelândia, enfim, voltou a ter chance de disputá-la novamente. Com a ida da Austrália para as eliminatórias asiáticas, a seleção da terra do rúgbi conseguiu a vaga única da Oceania para a repescagem. O 1 a 0 sobre o Bahrain foi dramático, com direito a pênalti defendido.

Esses dois exemplos mostram claramente que, para aqueles que não são apontados como favoritos, a simples participação na Copa já é um título!!

domingo, 8 de novembro de 2009

Sol nascente, urgente!

Essa semana pós-final de temporada está sendo mais falada do que a última prova, propriamente dita. Mais do que a pataquada do Alguersuari em errar os boxes, ou a péssima pista dos Emirados Árabes, o assunto que se segue é a provável retirada de mais duas montadoras da categoria: Renault e Toyota.

Não foi surpresa nenhuma o anúncio dos japoneses. E, caso se confirme a debandada total dos franceses, também não será, visto que o presidente da empresa, Carlos Ghosn, não gosta de corridas (a bem da verdade, deveria guardar o dinheiro para fazer um carro de rua melhor, que não quebre tanto...).

Em oito temporadas, a Toyota conseguiu a proeza de gastar uma média de 500 milhões por temporada e não vencer uma única prova. A Renault, na volta como equipe, viveu seu auge no bicampeonato de Fernando Alonso, em 2005 e 2006. Mas a armação de Cingapura foi, para muitos, a gota d’água para a equipe se retirar.

Ainda existe uma chance da Renault apenas fornecer motores. Dizem, até, que a equipe teria conseguido um comprador. Menos mal. Deixar Robert Kubica de fora do grid seria um crime.

Mas pior mesmo será, por conta da saída da Toyota, ver Kamui Kobayashi fora da categoria. Ele, que encantou nessas duas provas finais, corre o risco de, sem dinheiro, voltar a trabalhar no restaurante do seu pai.

Que alguma novata escute os fãs de automobilismo e garanta o nipônico para 2010. Esse aí merece uma chance!

Temporada anti-videntes

Felipe Massa, Rubens Barrichello, Bruno Senna e (provavelmente) Lucas di Grassi. Fazer prognósticos sobre o que vai ser da Fórmula 1 em 2010 é tarefa pra maluco. Primeiro, por tudo que aconteceu em 2009. Segundo, porque as regras vão mudar drasticamente de novo.

Mas os quatro representantes tupiniquins prometem. Há algum tempo não tínhamos esperanças em todos os pilotos do país. Ninguém sabe, ao certo, como se comportarão as novatas Campos e Manor (que pode ser o destino de Lucas). Mas, com motores Cosworth, que consomem menos, dá pra arrancar boas corridas.

O mesmo motor que impulsionará Rubens Barrichello, “que dispensa apresentações”, como disse Frank Williams em sua apresentação. A Williams, aliás, pode ser a grande surpresa. Fontes européias andam dizendo, em off, que o tio Frank já teria dois milionários patrocínios para 2010, além da Philips, que deve investir mais. Além disso, os dois pilotos foram contratados pelo critério técnico. É de se aguardar.

Para Felipe Massa, seu desafio tem um nome: Fernando Alonso. É uma faca de dois gumes, porque, quando a McLaren botou Prost e Senna para dividirem a mesma equipe, tinha um senhor carro e uma organização de dar inveja. Os erros cometidos pela Ferrari nos últimos dois anos deixa a pulga atrás da orelha... se superar o espanhol, tem tudo para brigar pelo caneco.

Aliás, se tudo correr como previsto, será uma temporada com muitas equipes disputando o caneco. Bem diferente das temporadas passadas. Amém!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

We are the champions...

E se a temporada da Brawn foi magnífica, a do campeão Jenson Button não poderia ser de outra forma. Estreante de futuro promissor, em 2000 (pela Williams), o inglês caiu na mediocridade ao se maravilhar pelo glamour da F-1. Perdeu o rumo da carreira.

Quando parecia que retomaria a ascendente, em 2004 (com o terceiro lugar de pilotos), novamente se viu em maus lençóis. A BAR virou Honda, e de lá, Jenson foi pro fundo do grid. Para piorar, ele deixou de ser o queridinho da terra da Rainha (posto ocupado, por razões óbvias, por Lewis Hamilton).

Desempregado no início da temporada, a Brawn foi a sua salvação. Mas o que parecia apenas um "enche-número" tornou-se um domínio avassalador (seis vitórias em sete provas) para depois apenas administrar a vantagem. E fazer a festa em Interlagos.

O reconhecimento veio do próprio companheiro de equipe, Rubens Barrichello, outro que também renasceu na categoria.

Com tudo isso, não há como não concordar que o título está em boas mãos. Congratulations, Jenson Button!!

As voltas do mundo

Janeiro. A Honda já havia anunciado o fim das atividades na Fórmula 1, o que representaria uma equipe a menos no grid da atual temporada. Dois pilotos, Jenson Button e Rubens Barrichello, sem ter onde correr. O brasileiro, inclusive, dado como aposentado.

Eis que surge Ross Brawn, assume o espólio da ex-equipe japonesa e rebatiza o amontoado para Brawn GP. Motores Mercedes, e vamos para a pista. Ao menos, para correr; não deixar um time inteiro a ver navios.

A promessa de uma grande temporada soava como piada de mau gosto no mundo da F-1. Afinal, o que seria de uma equipe que, nos últimos dois anos, vivia na rabeira e, pior ainda, foi remontada as pressas, perguntavam todos.

A resposta não demorou a aparecer. Desde os testes de inverno era evidente que aquela equipe, sem patrocinios, com o carro todo branco, iria revolucionar a categoria. E foi o que aconteceu.

As oito vitórias conquistadas durante a temporada 2009 (com apenas dois abandonos) e os títulos de pilotos e construtores assegurados colocaram a Brawn na história.

Se o domínio se repetirá em 2010? Difícil. A temporada atual foi recheada de acasos (como das novas regras e novos carros). Para o ano que vem, as equipes rivais estarão mais precavidas (a Ferrari já trabalha na versão 2010 de seu carro). Além disso, mais mudanças de regras farão os carros serem modificados por completo novamente.

Mas o atual certame, que se encerra dia 1 de novembro, já fica marcado por ser o ano em que uma equipe falida, com dois pilotos desacreditados, deu show e fincou-se no topo.

Realmente, o mundo dá voltas...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O rei do terreiro

E Dario Franchitti mostra que, na Indy, ele manda!!

Campeão em 2007 (e após uma passagem desastrosa pela Nascar), o escocês retornou à categoria em grande estilo! Uma vitória inquestionável em Homestead que garantiu o título da temporada 2009 da Indy.

Foi uma corrida atípica: nenhuma bandeira amarela. Uma proeza, se tratando de oval. Na prova, Dario, que tinha a pole, nem se preocupou quando Ryan Briscoe e Scoot Dixon assumiram a dianteira e desapareceram na frente. Franchitti tinha uma estratégia clara, de um pit stop a menos. Para isso, passou a corrida toda economizando.

Briscoe e Dixon sabiam que teriam que voar baixo para poder, com uma parada a mais, ficar a frente do escocês.

Mas não adiantou. Após o último pit stop, Franchitti assumiu a liderança, em um plano de corrida ousado, mas perfeito. Foi um desempenho magnífico, uma vitória merecida e um título inquestionável.

E a condição de dono do terreiro mais que justificada.

domingo, 4 de outubro de 2009

O planeta é nosso!

Esta coluna é dedicada aos espanhóis. Sim, eles mesmos, que nos últimos 10 anos só se preocuparam em tentar denegrir a imagem de nosso país.

Através da prostituição das brasileiras (que eram levadas para lá na esperança de uma vida melhor), seja com assaltos aos brasileiros, unicamente, nos Caminhos de Santiago (conheço um monte de vítimas) ou pior ainda, ao barrar brasileiros nos aeroportos do país (atitude deplorável; ainda bem que agimos rápido).

Na festa de escolha da sede, em Copenhagen, ao invés de falar bem de Madrid, só falou mal do Rio de Janeiro e do Brasil.

Pois bem, um país desse merece Olimpíada? Claro que não. Banana para ustedes. A Olimpíada é nossa! Podem chorar a vontade!

(pra quem leu e não gostou, um abraço, tchau e bença!)

Agora, é hora de trabalhar sério. Afinal, essa Olimpíada pode representar um marco histórico de melhora para todo o país, como acontecerá com a Copa do Mundo, em 2014. Todo o país tende a ganhar com os dois eventos.

(abro outro parênteses para repudiar alguns "sem-cérebros, cariocas, que acham que no Brasil só existe o Rio de Janeiro – e gastam os dedos mandando mensagens do tipo “curvem-se a nós”, e paulistas que torceram fervorosamente contra, e agora, perdem tempo com coisas do tipo “vai ser uma vergonha”, “o Rio ganha e a gente que paga a conta”, “sozinhos eles não vão conseguir nada”. A Olimpíada é de um país todo, e nada mais justo que, agora, o cartão-postal de todo o Brasil fosse a Cidade Maravilhosa. A propósito, São Paulo vai ganhar muito com os Jogos, graças à sua vasta cultura e à rede hoteleira, já que no Rio não existem hotéis suficientes. Já passou da hora de acabar com essa rixa inútil e ridícula. Os Jogos são do Brasil. Fato).

Que dê tudo certo. A lição do Pan – espera-se -, foi aprendida. Um evento desses tem o poder de manchar a imagem de uma nação (como foi em Atlanta-1996) ou de melhorar radicalmente a cidade e o país (vide Barcelona-1992 e Sydney-2000).

Um evento bem-sucedido, portanto, abre as portas para que eventos grandiosos venham mais vezes. É hora de aproveitar o excelente momento que o país vive perante o mundo (um deles, de ter passado quase inatingível pela crise mundial) para, enfim, botar ordem na casa. Ordem de verdade.

Que a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 sirvam, além de alavancar o esporte nacional (discurso antigo, mas que agora se torna uma ordem, se quisermos atingir o objetivo implantado pelo COB – de ficar entre os 10 primeiros no quadro de medalhas), para acabar de vez com a maioria dos problemas urbanos.

Afinal, os olhos do mundo estão voltados para a gente!

Deja-vu?

O filme de 1986 e de 2007 se repete neste ano. Dois favoritos de uma equipe e um azarão de outra.

As oportunidades citadas aconteceram com Nelson Piquet, Nigel Mansell (ambos da Williams) e Alain Prost, da McLaren. O francês era tido como carta fora do baralho. Mas a dupla da equipe do tio Frank estava em guerra, o que prejudicava ambos. E, em Adelaide, Prost venceu a corrida e o campeonato.

Em 2007 foi mais grotesco ainda. Tudo bem, Lewis Hamilton não era nenhum cauteloso e só sabia acelerar feito um maluco. Mas perder um campeonato tendo 17 pontos de vantagem (em 20 possíveis) foi de doer. Fernando Alonso era o segundo na tabela e também ficou sem a taça. O responsável em tirar o doce da boca da McLaren foi Kimi Raikkonen, que venceu as duas últimas provas e garantiu o mais inimaginável campeonato.

Agora, a história se repete. Jenson Button e Rubens Barrichello, da Brawn, que, de um modo geral, sobraram na temporada, contra Sebastien Vettel, da Red Bull, que ganhou sobrevida após vencer o GP do Japão.

Não é fácil, lógico. O súdito da Rainha tem 85 pontos, contra 71 do brasuca e 69 do alemão. Subir ao pódio em Interlagos significará comemorar o título da temporada para Button. Mas as duas ocasiões acima mostram que tanto Barrichello quanto Vettel devem lutar pela vitória.

O brasileiro manterá-se vivo na disputa se vencer e seu companheiro chegar abaixo do quarto lugar. Para o jovem alemão, a tarefa é mais difícil. Para chegar nos Emirados Árabes com chances, terá de vencer e torcer para Button ser apenas o sexto.

Ou seja, tudo pode acontecer, ainda. E, como 2008 deixou de lição, cautela demais pode transformar-se em desespero.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Cada vez mais verde

E o Palmeiras segue na ponta. Cada vez mais perto do quinto título do Campeonato Brasileiro (seria o nono título nacional).

A vitória diante do Cruzeiro, por 2 a 1 (esqueçam os erros da arbitragem; sempre acontece) colocou a equipe do Parque Antarctica com vantagem de 3 pontos sobre o vice-líder, São Paulo.

A próxima rodada pode ser crucial. Palmeiras x Atlético-PR; São Paulo x Corinthians; Internacional x Flamengo. E o Brasileirão vai ficando cada vez mais verde...

domingo, 20 de setembro de 2009

De lá pra cá, daqui pra lá...

Ainda não está definido se a temporada 2010 terá 13 ou 14 equipes. E algumas delas não estão totalmente garantidas. A nova Lotus chega meio sob desconfiança, a BMW ainda quer vender seu espólio para ser a 14ª do grid, a USGPE corre para montar toda a estrutura, Renault e Toyota devem sair, Prodrive e Epsilon querem entrar...

Mas o grid promete ser chacoalhado. As conversas de paddock já indicam Felipe Massa e Fernando Alonso na Ferrari, com Kimi Raikkonen voltando para a McLaren (junto com Lewis Hamilton). Robert Kubica poderia parar na Renault (se os franceses continuarem), Bruno Senna e Adrian Sutil na Force India, Nico Rosberg na Brawn, o que jogaria Rubens Barrichello e Niko Hulkenberg para a Williams.

Fora as novatas. A Campos conversa com meio mundo, mas deve correr com Pedro de La Rosa e Vitaly Petrov (ou Lucas di Grassi), a Manor pensa em trazer Antônio Pizzônia para correr ao lado de Nick Heidfeld, a Toyota deverá ter uma nova dupla, a USGPE quer Sebastien Loeb...

Enfim, nada definido. Mas, com 26 ou 28 carros, 2010 promete!

O fundo do poço?

A não-participação da equipe Amir Nasr na prova de Jacarepaguá, da Stock Car, não pode ser considerada apenas como mais uma notícia triste. Deve-se dar a importância de fim de mundo para tal fato.

Primeiro, porque a equipe tem história, muita história, no automobilismo, inclusive nos monopostos; segundo, porque o chefão da equipe não é nenhum aventureiro; e terceiro, porque tem um piloto (Antônio Pizzônia) que está na luta para chegar aos playoffs.

A decisão de não correr no Rio de Janeiro é fruto do total descaso da CBA com o automobilismo nacional. Da sua essência, claro, que é revelar pilotos e prepará-los para enfrentar os melhores do mundo. A mudança de presidente promete bons frutos. Mas vai demorar, ainda.

Pior do que isso, só a babação de ovo daqueles que transmitem a categoria, que insistem em tratar a Stock como a oitava maravilha. Talvez se a CBA e a Vicar (que organiza o evento), juntamente com a vênus platinada, pensassem nas coisas mais simples (como, por exemplo, reformar os autódromos e garantir que fatos como da Action Power - que perdeu todos os carros e equipamentos - não se transforme em abandono), e a Stock teria o merecido respeito.

Mas o que nosso automobilismo precisa, de novo, é resgatar a autoridade mundial. É ter os estrangeiros olhando para cá com medo dos novos talentos. A F-Fiat chega, juntamente com o Trofeo Linea. É um recomeço. E que, de verdade, seja o reinício da escalada do automobilismo nacional.

Pra bem longe do fundo do poço!

domingo, 13 de setembro de 2009

Confronto direto

Jenson Button versus Rubens Barrichello. A partir de agora, é um contra o outro.

Sim, porque depois da corrida de Monza, fica difícil imaginar, em circunstâncias normais, que a dupla da Brawn deixe escapar tamanha vantagem para os rivais, especialmente os dois da Red Bull, que nada fizeram na Itália.

E aí começam as previsões.

As quatro pistas restantes são muito parecidas em características. O clima deve variar. Cingapura e Emirados Árabes com muito calor; Japão e Brasil com alguma possibilidade de chuva. Jenson Button conseguiu um pódio, depois de muito tempo. Será a recuperação ou apenas uma exceção?

Quanto a Rubens Barrichello, a tarefa não é das mais fáceis: tirar 14 pontos em quatro etapas. Seria necessário vencer todas e torcer para, pelo menos, um abandono de seu companheiro (ou que o inglês chegasse sempre em quarto).

Mas para quem estava há 27 pontos, e agora está a 14...

O que vale lembrar, nesse final de campeonato, no entanto, é que não existe mais só Red Bull e Brawn. Ferrari e McLaren se recuperaram e podem ser os fiéis da balança desse final de campeonato. Button irá apenas marcar Barrichello. Este, por sua vez, como franco-atirador, correrá sem pressão.

Enquanto houver chance matemática, a luta persiste. E, no quesito emocional, o brasuca está anos-luz à frente do inglês, que despencou após o GP da Inglaterra.

Para o bem do campeonato, além dele não ser decidido nas vitórias (o que poderia definir Jenson como campeão já em Cingapura), a disputa promete ser direta e limpa. Como toda F-1 quer.

Todos culpados

Ao contrário do que muitos estão fazendo, não vale colocar esse episódio como o principal assunto.

A batida proposital de Nelsinho Piquet já foi confirmada pelo mesmo. A telemetria mostra exatamente isso: o brasileiro acelerou quando, pelo certo, deveria frear. Segundo Nelsinho, só ele, Pat Symonds e Flávio Briatore sabiam. Revoltado, o chefão partiu para ofensas pessoais.

Essa briguinha à lá Ratinho terá conseqüências, sim; não acredito que terminará em pizza. Mas todos serão prejudicados. O piloto, que aceitou se arriscar e só abriu a boca depois de demitido; a equipe, que impôs a batida com chantagens; o chefão, que está em maus lençóis e abriu a boca para falar o que não devia.

Fazer qualquer julgamento sobre o brasileiro é precipitado. E errado. No lugar dele, qualquer um se sujeitaria a isso. Manobras de caráter duvidoso são comuns na categoria. Só pra lembrar uma das mais recentes: David Coulthard, no GP do Japão, em 1999, que bateu no muro e fechou propositadamente a passagem de Michael Schumacher, que vinha na perseguição à Mika Hakkinen, companheiro do escocês. Foi tão perigoso quanto o acidente de Piquetzinho. E ninguém nunca falou nada a respeito. Por que agora?

O que mostra que, na F-1 não existe nenhum Davi.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Hare baba, Fisico!

Foi um fim-de-semana daqueles inacreditáveis. Vitória de Kimi Raikkonen, a quarta dele no circuito de Spa-Francorchamps. Um misto de sorte e tranquilidade para levar a Ferrari a sua primeira vitória no ano.

Para o campeonato, quem saiu no lucro foi Sebastien Vettel, que foi o terceiro. Rubens Barrichello teve a chance, mas empacou na largada. Terminou em sétimo, com seu motor em frangalhos, e reduziu a diferença no campeonato para 16 pontos. Jenson Button, o líder, largou em 14º e bateu na primeira volta.

Mas o destaque, sem dúvidas, foi Giancarlo Fisichella. Ninguém imaginaria vê-lo novamente ao pódio. Mais: guiando uma Force India. O italiano pressionou o finlandês até o fim. E vibrou demais com o segundo lugar.

Um presente e tanto para uma carreira que, se não foi brilhante, tem números importantes.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Pra ninguém botar defeito!

Foi dada a largada.

A partir do dia 15 (e até o dia 19) mais de 1200 trabalhos estarão a mostra no 7º Curta Santos, em todos os cinemas da Baixada.

O número expressivo de vídeos inscritos (e que cresce a cada ano) é só uma pequena mostra da força do evento, idealizado em 2003 por José Roberto Torero e a atriz Bete Mendes.

Várias são as categorias. Mas o mais importante, como sempre, é divulgar o trabalho de amadores, estudantes e profissionais. E tem vídeo para todos os gostos.

No site oficial, vocês podem conferir mais detalhes da semana mais "assistida" da Baixada Santista. E que há tempos atrai olhares nacionais.

Merecido.

domingo, 23 de agosto de 2009

Um país nota 100!

Creu!

Creu em todos os jornalistas que tem como esporte nacional, falar mal do Barrichello. Pior: não pelo desempenho como piloto, mas sim, pelas declarações infelizes fora. Fosse assim, Nelson Piquet seria um escracho mundial...

Creu no Ross Brawn, que desceu a lenha no brasuca para hoje, depois da corrida, admitir: "Você foi absolutamente fantástico".

Creu em todos os torcedores anti-Rubens, no Casseta e Planeta, na turma do Pânico...

Hoje, Rubens Barrichello tem motivos para sorrir. Uma corrida que beirou a perfeição. Uma largada segura, permitindo a ele manter-se perto dos dois carros da McLaren. Após o primeiro pit stop de Heikki Kovalainen, voltas voadoras "à lá Schumacher" para assumir a segunda colocação, bem perto de Lewis Hamilton.

E que disputa. Ambos no limite. Os dois alternavam as voltas mais rápidas. Mas, quando tem que ser, ninguém muda!

Justo a McLaren, que nunca erra no pit stop, cometeu a burrada de estar despreparada para a segunda parada de Lewis. Esqueceram dos pneus dianteiros, e lá se foram quatro segundos preciosos.

Mas antes que alguém credite a essa burrada a vitória do Barrichello, o mesmo tratou de acelerar tudo que podia... para abrir mais de seis segundos. E assim, postando-se em primeiro lugar, até a bandeirada final.

Mais do que uma vitória depois de cinco anos, mais do que a décima vitória pessoal, hoje, o Brasil comemorou a 100ª vitória na categoria. Hoje é dia de lembrar das 14 vitórias de Émerson Fittipaldi, da única de José Carlos Pace, das 23 de Nelson Piquet, das 41 de Ayrton Senna, das – agora – 10 de Rubens Barrichello e das 11 de Felipe Massa.

Homenageado pelo decano, no capacete e nos agradecimentos.

Uma vitória para deixar a Ferrari vermelha de vergonha, por tudo que fez com ele na época de Michael Schumacher.

Uma vitória para encher a Brawn de esperança. Uma vitória para alegrar o torcedor brasileiro, aquele que sabe reconhecer quando o talento supera as dificuldades da profissão.

A Fórmula 1 é nota 100 para nós!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Justo? Sim!

Depois das férias, a Fórmula 1 está de volta.

O GP da Europa, que será disputado em Valencia, promete. Após a frustração de não poder ver Michael Schumacher correndo no lugar de Felipe Massa, o público espanhol, pelo menos, viu Fernando Alonso voar baixo nos treinos livres.

Luca Badoer, o substituto do brasileiro na Ferrari, foi mal. Excedeu quatro vezes o limite de velocidade nos pits e foi reprimido pelos comissários. Fiasco à vista?

Mas a melhor notícia refere-se a entrada de duas novas equipes na F-1 2010. Uma delas, claro, a BMW, já está fora. Os rumores apontam para Renault ou Toyota a perspectiva de debandada.

As duas novatas seriam Prodrive e Epsilon Euskadi. E, por todas as ameaças antigas, se a Renault sair (jornais europeus dão como certa a saída dos franceses), digo o mesmo que disse para a BMW: vão tarde e que não voltem tão cedo!

Mesmo com toda a história que têm...

domingo, 16 de agosto de 2009

Ausência justificada

Salve, galera. Estou ausente do blog porque estou gripado pacas.

Como eu estava com a suspeita da gripe suína, fiquei de observação algum tempo. Mas, nesta semana, voltarei de verdade.

Espero...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Explicações, ainda bem.

Bom, recebi alguns comentarios e perguntas de gente perguntando a mim o porquê da comparação entre a saída da BMW e a pena de morte.

Simples: se uma equipe ameaçasse sair, simplesmente a FIA deixaria de frescura; riscaria a tal equipe da lista e pronto. Sem cerimônias.

Caso da Renault e da Toyota. Não fariam falta nenhuma.

E mais: sou, sim, a favor da pena de morte, assim como da eutanásia e do fim do voto obrigatório.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Papo em dia

Sem mais, aos fatos, como alguém já falou:

1- O acidente de Felipe Massa assustou. Por sorte, o risco de morte não existe no momento, mesmo com a possibilidade de uma aposentadoria precoce da maior categoria do automobilismo mundial. Fatalidade? Sim. Mas a Brawn deve uma explicação, e urgente.

2- Já o acidente que matou o jovem inglês Henry Surtees, na F2, tem culpados. Um deles, a FIA. Que só pensa no poder, e há muito tempo. Não dá a mínima para as categorias inferiores (se desse, não aceitaria um carro frágil como aquele). Foi um golpe e tanto para o tio Max.

3- Por falar em poder, espero apenas que, qualquer que seja o novo presidente da FIA (Jean Todt ou Ari Vatanen - que tem a minha torcida) faça uma verdadeira revolução na entidade. Chega de politicagem!

4- Já poderiam começar expulsando esses malditos comissários (que vivem arrumando desculpas para punir piloto; parece que é proibido disputar posição), fazer uma limpa na organização da GP2 (saravá!), dando mais atenção aos pilotos...

5- Podem falar o que quiser, podem atirar isqueiros e moedas, podem ameaçar. Quem manda no vôlei mundial é o Brasil. Chupa, Sérvia!!!

6- Mais um ídolo do futebol foi pro andar de cima. O ex-goleiro do Flamengo, Zé Carlos, vítima de câncer aos 47 anos. Mais um que nos deixa - e é mais um exemplo de como os craques do passado são praticamente abandonados pelos clubes que defenderam com tanta dedicação...

7- Bastou vir para São Paulo para Obina voltar a jogar um futebol de verdade, o mesmo dos tempos de Vitória (e que nunca apareceu no Flamengo). Se não prima pela técnica, tem raça e oportunismo de sobra. Depois os cariocas reclamam quando tratamos o futebol do Rio como baderna...

8- Aliás, baderna é a Google. Meu orkut foi bloqueado com a alegação de "senha comprometida". Pediram meu número de celular para que fosse enviado um código de liberação via SMS, troquei minha senha... Pois bem, estou até hoje esperando a mensagem (e vou continuar esperando muito mais tempo). Como uso o orkut para divulgar o blog e o site, não pude ficar muito tempo longe do mundo virtual. Aí eu pergunto: essa empresa pode ser levada a sério?

9- E que não ameacem acabar com meu blog!

domingo, 19 de julho de 2009

Segurança zero

Vejam só o acidente sofrido pelo Henry Surtees, na segunda prova da F2, em Brands Hatch:



Como pode um pneu sair do carro de um piloto assim? Isso porque, na F1, o pneu é preso com um cabo de aço!

Tomara que tudo acabe bem.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Enfim, o canguru!

E demorou. Mas chegou o dia.

A pataquada da imprensa brasileira falando mal do Barrichello (como sempre...) pôs em segundo plano a corridaça da Red Bull e, principalmente, de Mark Webber.

A afobação da largada (jogando o carro pra cima de Rubens) quase pôs tudo a perder. Mas, depois, o australiano se recuperou de forma formidável. Contando com um carro muito bem acertado e um pouco com a sorte (se Barrichello voltasse à frente de Massa após o primeiro pit, com certeza o resultado poderia ser outro), Webber pôde sentar a bota e desaparecer.

Depois de 130 GPs (o que faz dele o piloto com mais corridas até a primeira vitória), Webber finalmente comemorou no lugar mais alto do pódio. Com gritos, chôro e banho de champanhe, Mark Webber é mais um na galeria dos vencedores.

Merecido!

Dois pesos, duas medidas

O ano era 1986. A chegada de Nelson Piquet a Williams veio carregada de expectativa, afinal, era o bi-campeão em uma equipe de ponta, e contra o inglês, que nunca tinha ganhado nada expressivo. Status de primeiro piloto... mas somente no papel.

Após o acidente que deixou Frank Williams paraplégico, a equipe simplesmente boicotou Piquet, dando total prioridade a Nigel Mansell. Inclusive dando-lhe melhor equipamento. Mesmo com apoio maciço de todo o time, o Leão conseguiu perder o campeonato para Alain Prost.

No ano seguinte, Piquet decidiu botar a boca no mundo. Desandou a falar mal de Frank, de Patrick Head, dos mecânicos, de Mansell, dos ingleses, da Rainha... dividiu a equipe e sacaneou o “companheiro” de equipe de todas as formas possíveis. Inclusive acertando seu carro de um jeito errado e, após a cópia do seu staff no carro do inglês, corrigi-lo de madrugada.

As trapaças contra Mansell chegaram ao seu ápice no México, quando Nigel teve um problema estomacal (típico de quem não é acostumado à cozinha mexicana) e Nelson escondeu todo o papel higiênico. O resultado foi previsível: Piquet deixou a equipe, mas ganhou o campeonato de 1987 com extrema autoridade.

Postei essa história apenas para tentar saber por que um monte de jornalista achincalhou Rubens Barrichello após o GP da Alemanha, pelas declarações do piloto brasuca sobre a equipe.

Rubens disse que a equipe “deu um show de como se perde corrida”. Sim, pegou pesado. Mas a preocupação nem é essa. Nem vou comentar sobre a corrida. Nela, Ross Brawn errou tudo que podia – com o brasileiro (nos dois primeiros pit stops; no primeiro, não pensou em uma parada mais curta para deixa-lo à frente de Massa; no segundo, um problema na mangueira de combustível).

Alguns hão de argumentar que, se Barrichello fosse bom o suficiente, teria passado Massa. Oras, achar que Felipe pudesse ser facilmente ultrapassado é desmerecer a excelente corrida do vice-campeão de 2008.

Apenas gostaria de entender o motivo de Rubens ser tratado como criança, chorão e outros termos do gênero, apenas quando reclama da equipe. Em 1991, Alain Prost equiparou a Ferrari com um caminhão; em 2000, Nick Heidfeld declarou que o carro da Prost era uma bomba; em 2007, Fernando Alonso disparou um monte contra Ron Dennis e a suposta proteção da McLaren à Lewis Hamilton; nos dois últimos anos, Felipe Massa e o próprio Alonso cansaram de reclamar de seus carros e equipes.

Em todas essas ocasiões, os jornalistas defenderam os pilotos, “cheios de garra, personalidade, sem medo de nada, mostrando suas indignações”. Mas, com Rubens, a história é diferente. Ele, por mais que tenha razão, como neste fim-de-semana, será sempre o “chorão”.

O que me chateia é que esses mesmos jornalistas pregam a palavra da imparcialidade.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Arquibancada, de volta, enfim!

Pois é, e a coluna Arquibancada, do Trupe da Terra, era pra ter re-estreado nesta semana. Mas alguns problemas técnicos impediram a coluna de ser postada.

Sendo assim, e em respeito ao Marcelo Gianasi, que é o novo "dono" do espaço, postarei a coluna aqui. Até porque, antes de qualquer coisa, é um ótimo texto.

O Campeão dos Campeões (por Marcelo Gianasi)

Ser prejudicado por uma diretoria incompetente, cair para a segunda divisão, mandar todo mundo embora, montar um novo time e perder uma final dolorosamente por time de menor expressão, não é para qualquer um. Voltar. Derrubar o tricampeão brasileiro, ser campeão regional, matar o centenário Internacional no gigante da Beira-Rio em 28 minutos e ser campeão do Brasil, também não é para qualquer um. É para o CORINTHIANS!

O time do povo, o time da fiel torcida, que nunca o abandona, que mesmo necessitando de alguns títulos renomados em sua galeria, não pode ser desprezado. O Corinthians é, sem dúvidas, o melhor time do Brasil, e foi coroado com mais uma brilhante conquista. E isso ainda não é tudo.

Juntemos a história do todo poderoso com alguém que também passou por tudo isso, foi o melhor diversas vezes, foi derrubado, deu a volta por cima e calou o mundo. Sim, é ele mesmo, o fenômeno Ronaldo Nazário. Por meio de sacrifícios financeiros, a atual, e desta vez, competente diretoria do Corinthians, juntou o útil ao agradável e fez uma das mais bonitas histórias do futebol brasileiro, e talvez, a mais bonita do clube.

Com a garra do Chicão, a inteligência do William, a agilidade de Elias, a velocidade dos guerreiros Alessandro e Jorge Henrique, na habilidade de Dentinho e André Santos, na estrela de Ronaldo e na fidelidade de todo o elenco, Mano Menezes deu ao time do Parque São Jorge, não só o sonho de disputar a Libertadores no centenário, mas também, a alegria da torcida ver o Corinthians voltar a ser o Corinthians!

Hoje, definitivamente, o Coringão voltou!

Parabéns, nação corinthiana, vocês merecem!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Segundo ato

A F-1 está longe de ter paz. Agora, as últimas notícias da novela são referentes à escolha da Manor como uma das estreantes de 2010. Segundo denúncias, a FIA teria intermediado a escolha da mesma. O que gerou revolta, principalmente da Prodrive e de seu dono, David Richards.

A FOTA quer explicações da dupla Bernie e Max. E, pelo andar da carruagem, essa novela vai demorar a acabar...